O papel da genética na dependência do álcool
MESSAS, G.P.; VALLADA FILHO, H.P. O papel da genética na dependência do álcool. Rev. Bras. Psiquiatr., São Paulo, 2011 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462004000500014
access on 30 May 2011. doi: 10.1590/S1516-44462004000500014.
“O estudo do componente genético nas dependências químicas em geral sofre da mesma dificuldade experimentada pelos demais transtornos da psiquiatria: a indefinição fenotípica, ou seja, a dificuldade de delimitar fronteiras claras para as categorias diagnósticas."
“Os estudos epidemiológicos dividem-se em três modalidades: os estudos em famílias, em gêmeos e de adoção.”
“Os estudos em famílias vêm demonstrando, com segurança, a agregação familiar da dependência do álcool, encontrando aumento de três a quatro vezes na prevalência desta dependência em parentes de primeiro grau de dependentes quando comparado a indivíduos da população geral.”
“Os estudos em gêmeos: diversos estudos encontraram influências genéticas moderadas ou elevadas em dependência do álcool para o sexo masculino, com estimativas de herdabilidade que variaram de 40% a 60%. A herdabilidade é um conceito epidemiológico que avalia, dentro de uma população, o quanto da variância de um traço ou transtorno é devido a fatores genéticos: portanto, não fornece informações precisas a respeito da maneira como a transmissão genética se efetiva. Para o sexo feminino, resultados mais controversos foram encontrados com estudos que mostraram importante contribuição genética.”
“Estudos de adoção: os trabalhos que examinaram a questão na dependência do álcool ou em dependência de outras drogas encontraram, invariavelmente, uma prevalência significativamente maior de dependência do álcool ou de drogas em filhos de pais biológicos com diagnóstico semelhante do que em controles, no sexo masculino e feminino.”
“ A grande heterogeneidade dos resultados encontrados praticamente afasta um modelo de transmissão mendeliana para o problema da dependência química, onde apenas um gene seria responsável pelo surgimento do transtorno. “
“Cinco traços de personalidade vêm sendo relacionados à vulnerabilidade ao alcoolismo: nível de atividade comportamental, emotividade, capacidade de arrefecimento emocional, persistência da atenção e sociabilidade.”
“Orientados pela força dos achados dos estudos epidemiológicos, que comprovam a existência de participação genética nos transtornos de dependência e estimulados pelo avanço das técnicas em genética molecular, os pesquisadores vêm investindo nos estudos moleculares para dependência do álcool.”
“São duas formas de realização de trabalho em genética molecular: os estudos de ligação e os de associação. Nos primeiros, procuram-se genes de maior efeito; ou seja, para um determinado transtorno, busca-se aquele gene que possa ser capaz de, por si só, causar o desenvolvimento do distúrbio. Os estudos de associação investigam a participação de genes candidatos dentro do transtorno; ou seja, eles verificam em que percentual um determinado gene tem influência.”
“Sistema dopaminérgico é o mais estudado dentre os trajetos envolvidos no sistema de recompensa cerebral, com destaque para a investigação de variações polimórficas nos genes de seus cinco tipos de receptores (DRD1; DRD2; DRD3; DRD4 e DRD5). “
“Evidências preliminares indicam um papel para outros genes do sistema dopaminérgico, serotoninérgico, gabaérgico e opióide que, atuando em conjunto, podem elevar a suscetibilidade individual de seus portadores a dependências.”
“Os estudos em genética de dependências químicas prometem resultados mais sólidos nos próximos anos, avançando através de trabalhos com metodologias mais complexas, em ação sinérgica.”
25 de mai. de 2011
Questão 3
Estudo genético-clínico de 20 pacientes com trissomia 13 (síndrome de Patau)
SUGAYAMA, S. M. M.; KIM, C. A.; ALBANO, L. M. J.; UTAGAWA, C. Y.; BERTOLA, D. R.; KOIFFMANN, C. P.; GONZALEZK, C. H.
“A trissomia13 constitui a terceira trissomia autossômica mais freqüente entre os nativivos. Foi descrita em 1960, por Patau et AL.”
“As principais anomalias apresentadas pelos pacientescom trissomia13 consistem em baixo peso ao nascimento, retardo de crescimento e desenvolvimento, microcefalia, ulcerações no couro cabeludo (aplasia cutis), microftalmia, lábio leporino e/ou fenda palatina, orelhas displásicas, polidactilia pós-axial em mãos e/ou pés.”
“No sistema digestivo, a poliesplenia estava presente em 60% e a malrotação intestinal em 20% dos pacientes. No trato urinário observaram-se hidronefrose, dilatação pielocalicial e rim policístico. As principais anomalias genitais observadas nos meninos foram: criptorquidia e micropênis. Nas meninas verificou-se útero bicorno e hipoplasia ovariana.”
“A tríade característica - microftalmia, lábio leporino/fenda palatina e polidactilia - encontrava-se presente em 70% dos pacientes.”
“Os recém-nascidos com trissomia 13 apresentam alterações na composição da hemoglobina, havendo uma persistência da hemoglobina fetal durante o período neonatal em quase todos os casos.”
“A mortalidade perinatal é bastante elevada na trissomia 13, sendo rara a sobrevida dos pacientes após o primeiro ano de vida. A sobrevida média é de 130 dias. O prognóstico é melhor nos pacientes que apresentam trissomia 13 por translocação ou trissomia 13 mosaico.”
“Somente 12% dos pacientes com trissomia 13 livre sobrevivem até um ano de idade, diferentemente dos casos de mosaico em que mais de 30% conseguem ultrapassar esse período. A síndrome de Patau se deve à trissomia livre do cromossomo 13 em 80% dos casos.”
“Os principais estudos sobre a origem parental do cromossomo extranumerário na trissomia livre do13 mostraram uma origem materna em 85% e paterna em 15% dos casos.”
“Quanto ao aconselhamento genético, o risco de recorrência da trissomia 13 livre e da trissomia 13 em mosaico é inferior a 1%. Nos casos de trissomia 13 por translocação está indicado o estudo cromossômico dos genitores para verificar se um deles é portador de translocação balanceada envolvendo o cromossomo 13, o que acarretaria um risco teórico maior.”
“A suspeita diagnóstica pré-natal da trissomia 13 é confirmada pela análise cromossômica fetal através da amniocentese.”
“As 20 crianças com trissomia 13 estudadas pela Unidade de Genética Clínica do Instituto da Criança no período de 1974 a 1997 mostrou que: Onze pacientes (55%) com trissomia 13 eram meninas e nove (45%), meninos. A proporção sexual foi de 1M:1,2F. A maioria dos pacientes (67%) foram avaliados, pela primeira vez, durante a internação hospitalar.”
“A idade à primeira avaliação genética variou de 24 horas de vida a 5 meses de idade.”
“O estudo cromossômico mostrou trissomia 13 livre em 80% dos casos, trissomia 13 por translocação em 10%, sendo um destes 46, XX, t(13,14) e outro t(13,13); e trissomia 13 em mosaico (46, XX/47, XX, + 13) nos 10% restantes.”
“A média da idade materna foi de 28,3 anos (n = 15) para os casos trissomia 13 livre; 24,0 anos (n = 2) para trissomia 13 por translocação e 33,0 anos (n = 2) para trissomia 13 em mosaico. A média da idade paterna foi de 28,9 anos para os casos de trissomia 13 livre; 24,0 anos para trissomia 13 por translocação e 38,5 anos (n = 2) para trissomia 13 em mosaico.”
“A tríade clássica da síndrome de Patau - microftalmia, lábio leporino ou fenda palatina – foi observada em 35% dos nossos pacientes com trissomia 13.”
“Todos os pacientes apresentaram microcefalia, dificuldade de crescimento, atraso de desenvolvimento neuropsicomotor grave e hipotonia.”
“A trissomia 13 é uma aberração cromossômica quase sempre associada a anomalias oculares.”
“Os raros sobreviventes com trissomia 13, na literatura,apresentavam retardo mental profundo.”
“O conhecimento do prognóstico e dos padrões de sobrevida dos pacientes com trissomia 13 tem grande importância nas questões médicas e éticas, quanto à instituição ou não de tratamentos invasivos.”
SUGAYAMA, S. M. M.; KIM, C. A.; ALBANO, L. M. J.; UTAGAWA, C. Y.; BERTOLA, D. R.; KOIFFMANN, C. P.; GONZALEZK, C. H.
“A trissomia13 constitui a terceira trissomia autossômica mais freqüente entre os nativivos. Foi descrita em 1960, por Patau et AL.”
“As principais anomalias apresentadas pelos pacientescom trissomia13 consistem em baixo peso ao nascimento, retardo de crescimento e desenvolvimento, microcefalia, ulcerações no couro cabeludo (aplasia cutis), microftalmia, lábio leporino e/ou fenda palatina, orelhas displásicas, polidactilia pós-axial em mãos e/ou pés.”
“No sistema digestivo, a poliesplenia estava presente em 60% e a malrotação intestinal em 20% dos pacientes. No trato urinário observaram-se hidronefrose, dilatação pielocalicial e rim policístico. As principais anomalias genitais observadas nos meninos foram: criptorquidia e micropênis. Nas meninas verificou-se útero bicorno e hipoplasia ovariana.”
“A tríade característica - microftalmia, lábio leporino/fenda palatina e polidactilia - encontrava-se presente em 70% dos pacientes.”
“Os recém-nascidos com trissomia 13 apresentam alterações na composição da hemoglobina, havendo uma persistência da hemoglobina fetal durante o período neonatal em quase todos os casos.”
“A mortalidade perinatal é bastante elevada na trissomia 13, sendo rara a sobrevida dos pacientes após o primeiro ano de vida. A sobrevida média é de 130 dias. O prognóstico é melhor nos pacientes que apresentam trissomia 13 por translocação ou trissomia 13 mosaico.”
“Somente 12% dos pacientes com trissomia 13 livre sobrevivem até um ano de idade, diferentemente dos casos de mosaico em que mais de 30% conseguem ultrapassar esse período. A síndrome de Patau se deve à trissomia livre do cromossomo 13 em 80% dos casos.”
“Os principais estudos sobre a origem parental do cromossomo extranumerário na trissomia livre do13 mostraram uma origem materna em 85% e paterna em 15% dos casos.”
“Quanto ao aconselhamento genético, o risco de recorrência da trissomia 13 livre e da trissomia 13 em mosaico é inferior a 1%. Nos casos de trissomia 13 por translocação está indicado o estudo cromossômico dos genitores para verificar se um deles é portador de translocação balanceada envolvendo o cromossomo 13, o que acarretaria um risco teórico maior.”
“A suspeita diagnóstica pré-natal da trissomia 13 é confirmada pela análise cromossômica fetal através da amniocentese.”
“As 20 crianças com trissomia 13 estudadas pela Unidade de Genética Clínica do Instituto da Criança no período de 1974 a 1997 mostrou que: Onze pacientes (55%) com trissomia 13 eram meninas e nove (45%), meninos. A proporção sexual foi de 1M:1,2F. A maioria dos pacientes (67%) foram avaliados, pela primeira vez, durante a internação hospitalar.”
“A idade à primeira avaliação genética variou de 24 horas de vida a 5 meses de idade.”
“O estudo cromossômico mostrou trissomia 13 livre em 80% dos casos, trissomia 13 por translocação em 10%, sendo um destes 46, XX, t(13,14) e outro t(13,13); e trissomia 13 em mosaico (46, XX/47, XX, + 13) nos 10% restantes.”
“A média da idade materna foi de 28,3 anos (n = 15) para os casos trissomia 13 livre; 24,0 anos (n = 2) para trissomia 13 por translocação e 33,0 anos (n = 2) para trissomia 13 em mosaico. A média da idade paterna foi de 28,9 anos para os casos de trissomia 13 livre; 24,0 anos para trissomia 13 por translocação e 38,5 anos (n = 2) para trissomia 13 em mosaico.”
“A tríade clássica da síndrome de Patau - microftalmia, lábio leporino ou fenda palatina – foi observada em 35% dos nossos pacientes com trissomia 13.”
“Todos os pacientes apresentaram microcefalia, dificuldade de crescimento, atraso de desenvolvimento neuropsicomotor grave e hipotonia.”
“A trissomia 13 é uma aberração cromossômica quase sempre associada a anomalias oculares.”
“Os raros sobreviventes com trissomia 13, na literatura,apresentavam retardo mental profundo.”
“O conhecimento do prognóstico e dos padrões de sobrevida dos pacientes com trissomia 13 tem grande importância nas questões médicas e éticas, quanto à instituição ou não de tratamentos invasivos.”
Questão 9 - Divulgando: visita à APAE
http://eduardosergiosampaio.blogspot.com/2011/05/experiencia-na-apae.html
http://icaromeneses.blogspot.com/2011/05/gincana-genetica-tarefa-2-experiencia.html
http://valdemir2011.blogspot.com/2011/05/minha-experiencia-na-apae.html
http://taisinhacabral.blogspot.com/2011/05/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x_21.html
http://julianny-ij.blogspot.com/2011/05/gincana-de-geneticaum-dia-na-apae-de.html
http://karinagmacedo.blogspot.com/2011/05/visita-apae.html
http://ricardoserrita.blogspot.com/2011/05/visita-da-turma-de-odonto-apae.html
http://academicalaylamarques.blogspot.com/2011/05/manha-maravilhosa.html
http://feernandapinheiro.blogspot.com/2011/05/experiencia-na-apae.html
http://blogodonto.blogspot.com/2011/05/apae-uma-visita-apaixonante.html
http://icaromeneses.blogspot.com/2011/05/gincana-genetica-tarefa-2-experiencia.html
http://valdemir2011.blogspot.com/2011/05/minha-experiencia-na-apae.html
http://taisinhacabral.blogspot.com/2011/05/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x_21.html
http://julianny-ij.blogspot.com/2011/05/gincana-de-geneticaum-dia-na-apae-de.html
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http://ricardoserrita.blogspot.com/2011/05/visita-da-turma-de-odonto-apae.html
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24 de mai. de 2011
Questão 2 - Visita à APAE
No dia 23 de maio, nós da turma 105.1 de odontologia da Leão Sampaio, fomos visitar a APAE. Quando chegamos fomos bem recebidos pela Vanda, que é a coordenadora pedagógica da APAE e trabalha lá há 12 anos e nos explicou como funciona essa associação.
A APAE é uma associação filantrópica, sem fins lucrativos, com um simples objetivo: construir uma sociedade mais justa e igualitária e trabalhar com o intuito de eliminar todas as possibilidades de exclusão das pessoas deficientes.
Fundada há 40 anos, a APAE possui uma equipe com dois fisioterapeutas, dois fonoaudiólogos, um psicólogo, um assistente social e um psico-pedagoga. A APAE possui uma área para a clínica, na qual atende 180 meninos e uma área para escola, na qual possui a educação infantil, ensino fundamental I e II, jovens e adultos.
Além dessa equipe de profissionais, a APAE conta com 2 voluntários: um geneticista e um psiquiátrico.
Os alunos começam a estudar a partir dos 5 anos de idade e a clínica já começa a atender os pacientes desde o nascimento. A APAE tem convênio com o SUS.
O assistente social faz acompanhamento com a família para que a família aprenda a lidar com o familiar deficiente(isso é muito bom tanto para a família quanto para o aluno, pois a família vai ter o apoio do assistente social e vai perceber que não está "sozinha" com seu filho deficiente).
Além da clínica e da escola, a APAE possui atividades complementares que são muito úteis para essas pessoas. São elas:
- oficinas de programa pedagógico: teatro, dança (fiquei muito emocionada com a apresentação que os alunos mostraram para nós, muito perfeita as danças, tudo bem organizado), música (pude ver uma garota cantando e adorei);
- pinturas em tela,vendem para a captação de recursos (amei as pinturas em tela, cada uma mais bonita que a outra);
- artesanato e biscuit (tinha cada coisa bonita feita desse material);
Essas atividades complementares são feitas somente por aqueles que já são maiores de 14 anos de idade.
A maioria dos estudantes da APAE estuda em um turno e trabalham em outro (trabalham nas atividades complementares) ou estuda em um turno na APAE e frequentam uma escola regular.
Muitos ainda não estão em escola regular devido ao preconceito da sociedade em que vivemos.
A aprendizagem e a alfabetização das crianças e jovens dependem da necessidade de cada um.
A APAE funciona no período da manhã (de 7:30 às 11:30) e no período da tarde (de 13:30 às 16:30).
A experiência foi muito boa,o acolhimento das crianças e dos jovens que lá estudam me deixou muito emocionada,pois eles são muito simpáticos e amorosos. Valeu a pena ver como a APAE funciona.
A APAE é uma associação filantrópica, sem fins lucrativos, com um simples objetivo: construir uma sociedade mais justa e igualitária e trabalhar com o intuito de eliminar todas as possibilidades de exclusão das pessoas deficientes.
Fundada há 40 anos, a APAE possui uma equipe com dois fisioterapeutas, dois fonoaudiólogos, um psicólogo, um assistente social e um psico-pedagoga. A APAE possui uma área para a clínica, na qual atende 180 meninos e uma área para escola, na qual possui a educação infantil, ensino fundamental I e II, jovens e adultos.
Além dessa equipe de profissionais, a APAE conta com 2 voluntários: um geneticista e um psiquiátrico.
Os alunos começam a estudar a partir dos 5 anos de idade e a clínica já começa a atender os pacientes desde o nascimento. A APAE tem convênio com o SUS.
O assistente social faz acompanhamento com a família para que a família aprenda a lidar com o familiar deficiente(isso é muito bom tanto para a família quanto para o aluno, pois a família vai ter o apoio do assistente social e vai perceber que não está "sozinha" com seu filho deficiente).
Além da clínica e da escola, a APAE possui atividades complementares que são muito úteis para essas pessoas. São elas:
- oficinas de programa pedagógico: teatro, dança (fiquei muito emocionada com a apresentação que os alunos mostraram para nós, muito perfeita as danças, tudo bem organizado), música (pude ver uma garota cantando e adorei);
- pinturas em tela,vendem para a captação de recursos (amei as pinturas em tela, cada uma mais bonita que a outra);
- artesanato e biscuit (tinha cada coisa bonita feita desse material);
Essas atividades complementares são feitas somente por aqueles que já são maiores de 14 anos de idade.
A maioria dos estudantes da APAE estuda em um turno e trabalham em outro (trabalham nas atividades complementares) ou estuda em um turno na APAE e frequentam uma escola regular.
Muitos ainda não estão em escola regular devido ao preconceito da sociedade em que vivemos.
A aprendizagem e a alfabetização das crianças e jovens dependem da necessidade de cada um.
A APAE funciona no período da manhã (de 7:30 às 11:30) e no período da tarde (de 13:30 às 16:30).
A experiência foi muito boa,o acolhimento das crianças e dos jovens que lá estudam me deixou muito emocionada,pois eles são muito simpáticos e amorosos. Valeu a pena ver como a APAE funciona.
17 de mai. de 2011
13 de mai. de 2011
Toxoplasmose
-O que é?
Trata-se de uma doença infecciosa causada pelo protozoário Toxoplasma Gondii, presente em quase todos os animais domésticos.
Conhecida como a “doença do gato”.
-Transmissão:
As três formas mais comuns de transmissão são através de alimentação, de animais (zoonose) e de mãe para bebê (congênita).
A ingestão de carne mal-cozida, ovos crus, leite não-pasteurizado ou do contato com fezes de gatos contaminados (daí o nome “doença do gato”).
Durante a gravidez a toxoplasmose pode gerar sérias complicações para o feto.
-Diagnóstico e sintomas:
Na maioria dos casos a toxoplasmose é assintomática.
Em algumas pessoas os sintomas são confundidos com a gripe.
Outros sintomas: febre, confusão, dor de cabeça, convulsão, náusea e coordenação ruim.
Mulher contaminada antes de ficar grávida o feto ficará protegido, devido a imunidade adquirida pela mãe.
Se a mulher for infectada pelo toxoplasma durante a gravidez, ou pouco antes de engravidar pode passar a infecção para o feto (transmissão congênita) devido a grande capacidade do toxoplasma atravessar a placenta.
-Consequências fetais:
Aborto espontâneo;
Bebê natimorto;
Bebê nascido com problemas em órgãos como cérebro, olhos, coração, rins, fígado e baço, microencefalia, hidrocefalia, microftalmia.
-Tratamento:
A maioria das pessoas saudáveis recupera-se da toxoplasmose sem tratamento. Pessoas que ficaram doentes podem ser tratadas com uma combinação de medicamentos.
Mulheres grávidas, recém-nascidos e bebês podem ser tratados, porém o parasita não é eliminado completamente.
Para pacientes com AIDS, pode ser necessário continuar a medicação pelo resto da vida.
-Mulheres grávidas devem:
Cozinhar bem as carnes;
Não ter contato com as fezes dos gatos contaminados;
Uso de luvas ao manusear o jardim.
Trata-se de uma doença infecciosa causada pelo protozoário Toxoplasma Gondii, presente em quase todos os animais domésticos.
Conhecida como a “doença do gato”.
-Transmissão:
As três formas mais comuns de transmissão são através de alimentação, de animais (zoonose) e de mãe para bebê (congênita).
A ingestão de carne mal-cozida, ovos crus, leite não-pasteurizado ou do contato com fezes de gatos contaminados (daí o nome “doença do gato”).
Durante a gravidez a toxoplasmose pode gerar sérias complicações para o feto.
-Diagnóstico e sintomas:
Na maioria dos casos a toxoplasmose é assintomática.
Em algumas pessoas os sintomas são confundidos com a gripe.
Outros sintomas: febre, confusão, dor de cabeça, convulsão, náusea e coordenação ruim.
Mulher contaminada antes de ficar grávida o feto ficará protegido, devido a imunidade adquirida pela mãe.
Se a mulher for infectada pelo toxoplasma durante a gravidez, ou pouco antes de engravidar pode passar a infecção para o feto (transmissão congênita) devido a grande capacidade do toxoplasma atravessar a placenta.
-Consequências fetais:
Aborto espontâneo;
Bebê natimorto;
Bebê nascido com problemas em órgãos como cérebro, olhos, coração, rins, fígado e baço, microencefalia, hidrocefalia, microftalmia.
-Tratamento:
A maioria das pessoas saudáveis recupera-se da toxoplasmose sem tratamento. Pessoas que ficaram doentes podem ser tratadas com uma combinação de medicamentos.
Mulheres grávidas, recém-nascidos e bebês podem ser tratados, porém o parasita não é eliminado completamente.
Para pacientes com AIDS, pode ser necessário continuar a medicação pelo resto da vida.
-Mulheres grávidas devem:
Cozinhar bem as carnes;
Não ter contato com as fezes dos gatos contaminados;
Uso de luvas ao manusear o jardim.
Enxaguante bucal pode causar câncer de boca

O uso de enxaguatórios bucais no Brasil cresceu 2.277% de 1992 a 2007, mostra um levantamento realizado pelo cirurgião-dentista Marco Antônio Manfredini, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), baseado em informações da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. De 2002 a 2007, o aumento foi de 190%.
Para Manfredini, o incentivo ao consumo indiscriminado de enxaguatórios deve ser criticado. "Observamos um grande investimento na indução ao uso do produto. E é importante dizer que, ao contrário da pasta, da escova e do fio dental, o colutório não tem indicação universal. É preciso concentrar a utilização para casos específicos."
Além de não ser essencial à saúde oral, o uso frequente de enxaguatórios bucais com álcool aumenta os riscos de câncer de boca e da faringe.Uma revisão científica publicada no fim de 2008 na revista da Academia Dental Australiana compilou estudos do mundo todo que encontraram essa relação.
De acordo com os pesquisadores, há evidências suficientes para aceitar a ideia de que enxaguatórios bucais com álcool contribuem para aumentar a taxa de câncer oral.
Grande parte dos produtos comercializados no Brasil contém álcool. Um estudo brasileiro realizado com 309 pacientes e publicado no ano passado na "Revista de Saúde Pública" também encontrou a mesma associação.
"Algumas marcas chegam a ter 26% de álcool, e há pessoas que usam todos os dias. Hoje existem produtos no mercado sem álcool, que devem ser os escolhidos", diz o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo e um dos autores do trabalho.
De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fabricantes são obrigados a informar na embalagem a presença de álcool na composição.
O álcool presente nos enxaguantes contribui para o aumento das taxas de câncer oral de forma similar às bebidas alcoólicas --e sabe-se que o álcool é o segundo fator de risco para a doença, depois do tabagismo, aumentando de cinco a nove vezes os riscos.
"Brinco que a pessoa bebe sem usufruir da parte boa da bebida. O produto tem álcool não porque é um antisséptico, mas porque é um veículo muito eficiente, industrialmente conveniente e muito barato. Por isso as versões sem álcool tendem a ser mais caras", explica o dentista Alberto Consolaro, professor de patologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP.
O álcool não é um agente causador de câncer isoladamente, mas uma enzima do organismo o transforma em acetaldeído, substância que pode alterar as células da boca e causar tumores na região.
"O problema é usar diariamente o produto, pois o dano constante não dá tempo de as células se repararem. O uso de enxaguatórios bucais [com álcool] precisa ser mais estudado, mas é algo parecido com o que ocorre com o cigarro: quanto mais exposição, maior o risco", diz Kowalski.
Por isso, dentistas recomendam o uso do produto sem álcool, seja manipulado, seja de marca.
"O produto é um bom auxiliar na limpeza da boca, mas não deve conter álcool. As pessoas acham que um enxágue que queima a boca é melhor, mas produto bom não precisa dar essa sensação. A substância antisséptica não é o álcool", diz Consolaro.
Indicações
Dentistas recomendam o uso de enxaguatórios após cirurgias, raspagem de dente, casos de alta incidência de cárie, doenças da gengiva e para pessoas que não têm coordenação motora para realizar uma boa escovação.
Para o restante da população, o uso é opcional, apesar de boa parte da publicidade desse tipo de produto sugerir que ele combate mau hálito.
"Do ponto de vista da higiene bucal, não é necessário. Quem tem boa higiene bucal geralmente não tem halitose --e, se tiver, não será o enxaguatório que vai resolver o problema", afirma Manfredini.
Especialistas ouvidos pela Folha criticam a falta de controle desse tipo de produto por parte da vigilância sanitária. Os enxaguatórios são registrados como cosméticos na Anvisa, e fabricantes de produtos que não contêm flúor, ação antiplaca nem antisséptica não são obrigados a registrá-los --somente notificá-los à agência.


